Invadido pela eternidade entre Augusta e Paulista, oh yeah. Como Breton
buscando a curva na sombra, molhando palavras e preenchendo minha pseudo-poesia com a estética falida.
Meus cabelos pegam fogo e meu corpo viaja por dentro d'água que implode no asfalto
revestido de sêmen e cocaína. Ando pelas ruas e um sarcasmo exclusivo me acompanha,
mulheres vestidas com seus melhores sonhos desfilam beleza excessiva e
fazem meu
nauseado estômago viver um estado de plena primavera.
É quando folhas da nostalgia voam sem destino, apenas voam.
E um olhar começa florir e reconstruir todo um verão.
Seus segredos gritam pelas minhas palavras em silêncio, os ouvidos ejaculam
com a melodia dos anjos nesta noite em que misturamos álcool com nossas
piores decisões.
Soul apenas um escritor de vidros embaçados e ideias embaraçadas que sabe
o segredo para viajar de graça. Mas o que importa é que ninguém perguntou
nada.
Sozinho, aqui estou.
Rumo antissocial.
Rumo antissocial.
